A metodologia ágil vem ultrapassando barreiras e alcançando lugar em muitas empresas e negócios. É uma forma de pensar que valoriza entregas pequenas, mas de alto valor. Ao mesmo tempo, considera o papel e a importância do profissional nesse processo.

Muitas empresas se dizem ágeis no dia a dia, mas, no máximo, usam uma ou outra ferramenta, como o scrum, por exemplo. Isso não caracteriza uma mudança cultural. O inicio de qualquer transformação cultural deve se iniciar pelos “criadores de cultura” para que isso se espalhe e encante todas as operações de uma empresa.

Mas essa transformação ainda é difícil de acontecer porque a gestão continua rígida, com um gestor responsável por delegar funções e supervisionar a atuação de cada um.

Transparência, confiança e responsabilidade formam a base da cultura ágil. Você deve promover a autonomia em grande escala. A equipe – que é naturalmente enxuta, para diminuir os problemas de comunicação e burocracia – conhece bem a sua meta e vai fazer o que for necessário para alcançá-la.

Todas as etapas de um projeto passam a ser conhecida por toda a equipe. Dessa forma, cada membro vê o peso da importância de ser responsável com si mesmo e com seus times.

O processo seletivo deve ser uma experiência diferente nesse contexto. Mais do que avaliar currículos e habilidades técnicas, a contratação é o momento para conhecer a pessoa e entender se ela será capaz de trabalhar em equipe, com responsabilidade, autonomia e comprometimento.

Para fazer parte dessa cultura, a pessoa deve estar aberta às críticas e querer aprender, ser desafiada constantemente e, ao mesmo tempo, compartilhar conhecimento. Mais do que nunca, neste time, guardar o que se sabe prejudica o desenvolvimento do indivíduo e das equipes.

 

*Vinicius Mesquita é director e co-founder da Ornito